Arquivo da categoria: América Latina

fosso cada vez maior entre ricos e pobres é ruim pra todo mundo

Por que a desigualdade extrema prejudica os ricos?

Robert Peston
Editor de Economia da BBC News

“Poderíamos ter desenvolvido uma vacina para o ebola anos atrás se tivéssemos direcionado recursos para a pesquisa apropriada da doença”.

Ouvi essa frase, há alguns dias, de um cientista respeitado ─ na verdade, uma das maiores autoridades mundiais em saúde pública.

Então por que até hoje a cura para uma doença que já matou quase 10 mil pessoas apenas na África Ocidental ainda não foi descoberta?

A resposta é simples: a pesquisa não aconteceu porque o ebola foi considerado, por um longo tempo, uma doença exclusiva dos pobres – em particular da África. Sendo assim, os gigantes farmacêuticos não tinham interesse em produzir medicamentos que não lhes trariam dinheiro.

Hoje o ebola é uma ameaça global ─ e, portanto, há uma corrida maluca para encontrar algum tratamento efetivo para a doença.

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                          Estudo de consultoria britânica prevê que,em 2016, 1% mais ricos                                terão mais dinheiro do que os 99% mais pobres

O que a tragédia evitável do ebola mostra é que, em um mundo globalizado, os interesses dos ricos e pobres são muitas vezes os mesmos ─ embora seja difícil para as empresas reconhecer essa reciprocidade de interesses quando há pressão por lucros em curto prazo.

Essa solidariedade entre aqueles com pouco e aqueles com muito também se esvai quando os governos são pressionados pelos eleitores para utilizar o dinheiro dos impostos apenas em prol da saúde doméstica.

Talvez o ponto mais importante é que, quando as decisões sobre quem fica com o que ou sobre como os fundos de investimento são alocados cabem ao mercado, o resultado parece beneficiar apenas os ricos, mas a consequência dessa ação pode acabar prejudicando ricos e pobres.

Este é um forte argumento sobre por que o fosso cada vez maior entre ricos e pobres, em termos de riqueza e renda, é ruim para todo mundo ─ inclusive para os super-ricos, a não ser que eles queiram viver para sempre enclausurados em seus bunkers lindamente decorados.

Livre mercado?

A questão é que o funcionamento dos mercados, em nosso mundo globalizado moderno, tanto leva à extrema concentração de riqueza quanto a resultados cada vez mais irracionais no que se refere à alocação de fundos para combater ameaças ou promover bens públicos.

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Ampliação da desigualdade de renda preocupa economistas e governos.                  (foto reuters)

Essa é uma das razões pelas quais tanto o FMI (Fundo Monetário Internacional) quanto políticos de esquerda e de direita não vêm mais encarando com leveza o aumento do abismo entre ricos e pobres como um mal talvez custoso, mas necessário “para promover o crescimento”.

Trata-se, na verdade, de como um século de estreitamento das desigualdades agora parece dar sinais de marcha à ré.

Para ser mais claro: na segunda-feira, a ONG britânica Oxfam divulgou um estudo prevendo que, em 2016, os 1% mais ricos terão mais dinheiro do que os 99% dos demais habitantes do planeta. A estimativa não me parece de todo implausível.

Um relatório recentemente divulgado pelo banco Credit Suisse revelou que, em 2014, 0,7% das pessoas do mundo com ativos de mais de US$ 1 milhão (R$ 2,65 milhões) controlavam 44% de toda a riqueza mundial.

E uma importante pesquisa conduzida pelos professores Emmanuel Saez e Gabriel Zucman, da Universidade da Califórnia em Berkeley (Estados Unidos) e da LSE (Inglaterra) mostrou que os 0,1% americanos mais ricos ─ ou 160 mil famílias, com patrimônio médio de cerca de US$ 73 milhões (R$ 194 milhões) cada ─ detêm mais de um quinto de toda a riqueza do país, ou o mesmo montante controlado pelos 90% dos americanos mais pobres.

Existem todos os tipos de razões pelas quais tais aumentos na desigualdade são preocupantes, e não apenas para aqueles que estão na base da renda e da pirâmide de riqueza.

Uma delas é que pessoas de ambição com rendimentos mais baixos são incentivadas a assumir grandes dívidas para sustentar seus padrões de vida ─ o que agrava a tendência de altos e baixos da economia.

Outra é que os pobres gastam mais do que os ricos de forma agregada e, portanto, o crescimento tende a ser mais rápido quando a renda é distribuída mais uniformemente.

Então o discurso do Estado da União de Obama, o qual se espera que contenha uma proposta para a tributação dos mais ricos, talvez deva ser visto como uma tentativa tardia de promover a estabilidade econômica e social que beneficiará ainda mais os ricos ─ mas que será muito provavelmente barrada pelo Congresso, hoje de maioria republicana.

E o mais impressionante é a crescente percepção, inclusive por parte dos super-ricos, de que já não é tão simples argumentar que a “igualdade de oportunidades” é tudo o que importa.

Ou melhor, não pode haver igualdade de oportunidades em um mundo onde existe um tipo de desigualdade que não temos visto desde as primeiras décadas do século passado

fonte: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/01/150119_analise_desigualdade_ricos_lgb.shtml

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Dilma es inquebrantable, con ella no podrán

por  Ilka Oliva Corado,  no blog da Telesur

Debimos haberla matado, se habrán repetido cientos de veces sus torturadores cuando la vieron convertirse en la primera mujer presidenta de Brasil.  O hubieran querido que también como a Evita, el cáncer la desapareciera (momentáneamente, porque es inmortal) del escenario político. Hay un antes y un después de Dilma en Brasil y en América Latina.  Una mujer presidente venciendo al patriarcado. A la inequidad de género. Una mujer que desde el gobierno ha creado políticas de inclusión de género. Políticas sociales que han beneficiado a millones de parias que la oligarquía solo puede ver como peones y a los que ha explotado durante siglos y quiere seguir explotando.

dilma com flor

La vida de las mujeres  siempre ha sido cuesta arriba, seguimos luchando contra el peor de los enemigos: el patriarcado, de donde se deriva la misoginia y el machismo que tanto daño nos hace como sociedad y género.  Mucho más difícil aún es para las mujeres que se atreven a desafiar los límites y las normas impuestas y participan activamente en política. Ser mujer, tener arrestos y la dignidad y  la capacidad de dirigir una nación se paga caro en América Latina, si lo sabrán Cristina y Dilma.

Ambas mancilladas. Muchos de los análisis post golpe a Dilma, escritos por intelectuales y analistas políticos internacionales  la condenan y la culpan por ser mujer.

Análisis hechos desde el patriarcado, subjetivos, con un alto nivel de misoginia y estereotipos. Con todo tipo de insultos, menosprecio y falacias.

A Dilma este golpe fraudulento se le ha dado desde la traición, el odio, el celo, desde el sentimiento de inferioridad por esa razón ha sido con saña. Un ataque contra el progresismo y la democracia que se gestó desde que Lula llegó a la presidencia y que aumentó la dosis de odio cuando fue Dilma la que tomó la batuta: demasiadas mujeres en el gobierno, demasiados afro descendientes, algo que no soportó el clasismo y la oligarquía y mucho menos el patriarcado.

Demasiados beneficios para los más golpeados del sistema, olvidados y  explotados.  Demasiada plusvalía para los parias, demasiada vida para las favelas.  Demasiada visibilidad para las mujeres y demasiados derechos para la comunidad LGBTI.  Desde ningún punto de las ideologías, del clasismo, de la opresión, de la visión neoliberal o de la democracia se puede negar el avance que ha tenido Brasil con Dilma como presidenta.

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A mídia promove desastres ao tomar o lugar de oposição.

Hoje, 24 de agosto de 2014, faz 60 anos do tiro no peito que Getúlio Vargas foi levado a dar quando a pressão tornou-se insutentável.

Hoje, o ódio e a perseguição da mídia são dirigidos ao PT, aos movimentos sociais e à Presidenta Dilma. As mentiras, os ataques, as distorções e omissões são iguais, agravadas ainda pela multiplicação do poder dos meios. Não fosse a rede social e os blogs, ninguém saberia dos fatos reais e as mentiras passariam para a história como se verdade fossem.

A nossa – ainda bebê – democracia se apoia na Constituição Cidadã de 1988 que instituiu direitos importantes, muitos ainda por serem respeitados. Ainda se burla coisas gravíssimas como uma das maiores afrontas à Constituição: a propriedade cruzada dos meios, que permite a uma mesma organização ser dona de várias modalidades de mídia. Outra afronta não menos importante é parlamentares poderem ser donos de mídia, essa imoralidade que permite que legislem em causa própria.

O jornalista Janio de Freitas viveu o ódio e a perseguição da mídia à Getúlio e fez a cobertura da tragédia do suicídio. O artigo de hoje, publicado na Folha de São Paulo, é uma competente análise dessa história, que descamba com a permissividade submissa do poder conservador com – sempre – os Estados Unidos. 

Leia sem falta:

Um dia, um país, por Janio de Freitas

No dia 23, o Brasil estava endoidecido de ódio a Getúlio. No dia 24, enlouquecido de saudade

Era um agosto assim, quase todo de dias luminosos, porém mais quentes no Rio. Exausto, mal começava a dormir no início da manhã, quando ouvi a clarinada de um “Repórter Esso” fora de hora. Foi só o tempo de tatear o botão do rádio para ouvir a frase dura e aguda como um punhal: “O presidente Getúlio Vargas cometeu suicídio com um tiro no peito”. Em minutos, era o telefonema de Pompeu de Souza: “Vai para a Redação o mais rápido possível”. Começava o dia mais inesperadamente espantoso de que me lembre: 24, claro que de agosto.24ago1954

Do final da véspera à alta madrugada, Armando Nogueira e eu andáramos, ida e volta, ida e volta, na calçada paralela à fachada do Palácio do Catete, do outro lado da rua alargada naquele trecho. Foi a maneira de observarmos os ocupantes de carros que entravam e saíam do palácio, valendo-nos de que a Polícia do Exército proibira a parada de curiosos, mas permitia a passagem na faixa isolada.

Esse andar incessante se confundia com meus primeiros passos no jornalismo, há pouco registrado como jornalista profissional no “Diário Carioca” e sem pensar em sê-lo de fato. O futuro imaginado ainda combinava asas e motores –para sempre inesquecidos. Já era quase dia quando vimos que o portão do palácio ficou meio aberto, e arriscamos uma arrancada para entrar. Deu certo. Só na sala de estar bem interior vimos, afinal, uma pessoa. Sentado em uma das poltronas avermelhadas, uma perna sobre o braço da poltrona, a testa apoiada em alguns dedos e voltada para o chão. Sozinho.24ago1954-getulio

Ministro da Justiça, o mais moço do ministério, Tancredo Neves nos mostrava muito mais do que nos dizia: a situação continuava muito difícil, a reunião do presidente com os generais não foi conclusiva (eles propunham a licença de Getúlio, que a recusava na certeza de que não o deixariam reassumir), hoje será um dia de muita tensão. Deixamos Tancredo, cansado e triste, um dos poucos a não desertar da lealdade ao presidente.

Minha primeira tarefa, cedo ainda, foi ver o que se passava na Base Aérea do Galeão. Tornara-se a República do Galeão, assim chamada a exacerbação de poder militar adotada por coronéis e majores da FAB, na represália ao atentado a Carlos Lacerda em que morreu um major dos que lhe davam proteção. Desde 6 de agosto, dia seguinte ao atentado, o país passou a viver em torno da exaltação concentrada na República do Galeão, e em crescendo permanente sob a agitação furiosa feita por Lacerda.

Logo acusado do crime por Lacerda, Getúlio ficou indefeso, objeto de um ódio coletivo que se propagava sem limites: monolíticos, a imprensa, a incipiente TV e o rádio, mais do que se aliarem à irracionalidade, foram seus porta-vozes sem considerar as previsíveis consequências para o Estado de Direito. Só a “Última Hora” diferenciava-se, com a desmoralizada voz de causadora inicial da crise, por seu recente e grandioso nascimento sob patrocínio do governo e com dinheiro do Banco do Brasil.

Na caça vingativa à guarda pessoal de Getúlio, dada como autora do atentado, a República do Galeão ensandeceu o país. O getulismo, quase uma religião, evaporou. Os políticos governistas emudeceram ou sumiram. Até os sindicatos do trabalhismo voltaram-se contra o seu criador. Getúlio não tinha saída. Os majores e coronéis que vi chegarem ao Galeão, já sob enorme guarda, ornavam a sua arrogância com os ares de vitória proporcionados pelo suicídio.

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Usando o Controle Remoto

O Documentário Lua Nova do Penar,

realizado por Leila JInkings e Sidnei Pires, está na grade da

TV Cidade Livre DF.  Aproveitem.

O programa tem uma entrevista e o filme na íntegra.

TV Cidade Livre DF – Programação de 10 a 16 de fevereiro

Dia 10 – Segunda-feira

7h – Café na Política Com Jornalista Leite Filho (fixo)

7h30 – Momento Concurso (fixo)

08h – Programa Amigos da História – Contadores de História (fixo)

8h30 – Sons da Cidade Clip Com Marcelo Zamith + Programa Idéias em Debate

9h – TV Rede Mundial (fixo)  

(…)

16h – Sons da Cidade Clip Com Emilia Monteiro + Documentário Lua Nova

Ariano Suassuna fala de Hiram no documentário Lua Nova do Penar

Ariano Suassuna fala de Hiram no documentário Lua Nova do Penar

do penar de Leila Jinkings.

17h – Sons da Cidade Clip Com Baia + 60 anos de trio elétrico

18h15 – Clip Cubano I + Mostra de cinema de Florianópolis

(…)

20h – União Planetária e Sociedade Teosófica (fixo)

21h – Sons da Cidade Clip Com Emilia Monteiro + Contracorrente com o Embaixador do Equador Horacio Sevilla Borja: Sete anos da Revolução Cidadã no Equador

(…)

Dia 11 – Terça-feira

(…)

17h – Programa Letras e Livros Com Batista Programa Letras e Livros Com o Jornalista e escritor Uruguaio Raul Ernesto Larrosa. Entrevistado por Pedro Batista (fixo)

(…)

23h30 –Sons da Cidade Clip Com Baia + Contracorrente com o Embaixador do Equador Horacio Sevilla Borja:Sete anos da Revolução Cidadã no Equador

Dia 12 – Quarta-feira

7h – Clip Cubano I + Desenho Mafalda vol. 1

7h36 – Clip Cubano II + Vértice de Matheus Araújo

(…)

14h15 – Sons da Cidade: Clip Detrito Federal + A Revolução não será transmitida

(…)

17h – Sons da Cidade Clip Com Detrito Federal + 40 anos de Beirute com o grupo som Catado e Moveis Colônias de acaju

18h – Programa Letras e Livros Com o Jornalista e escritor Uruguaio Raul Ernesto Larrosa. Entrevistado por Pedro Batista (fixo)

(…)

23h30 – Mídia Cidadã Com: Roberto Liviano – Presidente do ministério público democrático. O programa Mídia Cidadã é produzido pela Associação dos Canais Comunitários do Estado de São Paulo (ACESP).

 Dia 13 – Quinta-feira

7h – Sons da Cidade Clip Com Martinália + Programa Letras e Livros Com Fernanda Quevedo, Integrante da casa Fora de Eixo de Brasília, En

trevistada por Pedro Batista.

8h – Sons da Cidade Clip Com Emilia Monteiro + Documentário Lua Nova do Penar de Leila Jinkings.

(…)

14h – Clip Cubano II + Documentário Catastroika: A Crise Econômica na Grécia de Katerine Kitidi e Aris Chatzistefanou

(…)

19h30 – Roteiro Espiritualista – Iluminar (fixo) 

20h – TV Supren (União planetária e Sociedade teosófica (fixo)

(…)

Dia 14 – Sexta-feira 

7h – Programa Letras e Livros Com Programa Letras e Livros Com Fernanda Quevedo, Integrante da casa Fora de Eixo de Brasília, Entrevistada por Pedro Batista.

(…)

21h – VT Hora de Cuidar + Sons da Cidade Clip Com Emilia Monteiro + A Bahia de Euclides da Cunha: Um documentário de Carlos Pronzato, este documentário segue os passos de Euclides na Bahia,quando aqui esteve em 1897 durante a Guerra de Canudos,imortalizada no seu livro Os Sertões.

22h – Telejornal (fixo)  

23h – Sons da Cidade Clip Com Martinália + Contracorrente com o Embaixador do Equador Horacio Sevilla Borja: 7 anos da Revolução Cidadã no Equador

0h – Sons da Cidade Clip Com Marcelo Zamith + Documentário ás águas do Urucuia

1h25 – Sons da Cidade: Clip Com Baia + Doc. Brasil visto por dentro

2h27 – Sons da Cidade: Clip Com Detrito Federal + Filme Documentário Macuro

4h – TV Telesur (fixo)

Dia 15 – Sábado 

7h – Direito de Antena – O Professor de Filosofia do Direito, Francisco de Assis Cortez Gomes, expressa suas opiniões sobre “A Igreja Católica e o Papa Francisco

7h15 – Sons da Cidade Clip Com Martinália + Documentário Lua Nova do Penar de Leila Jinkings

8h –Conexão Cidadã Com Antônio Leitão (fixo)  

8h30 – Café na Política Com o Jornalista Leite Filho (fixo)

19h – VT Hora de Cuidar + Sons da Cidade Clip Com Marcelo Zamith + Programa Letras e Livros Com Fernanda Quevedo, Integrante da casa Fora de Eixo de Brasília, Entrevistada por Pedro Batista.

19h30 – Momento Concurso – Vesticon (fixo)

20h – O Libertário (fixo)

20h30 – Momento Espírita – Iluminar (fixo)

21h – Sons da Cidade: Clip Tangoneando + + Documentário Lua Nova do Penar de Leila Jinkings.

21h45 – Sons da Cidade: Clip Martinália + A Revolução de Angicos

22h – Telejornal (fixo)

22h30 – Programa Letras e Livros Com Fernanda Quevedo, Integrante da casa Fora de Eixo de Brasília, Entrevistada por Pedro Batista. (fixo)

23h – ESPAÇO SINDICAL – Em visita à Tv Comunitária de Brasília, o administrador do Cruzeiro, Antônio Sabino, fala sobre os desafios em conduzir uma das cidades satélites mais tradicionais do Distrito Federal, releva o seu “amor” por Taguatinga, satélite onde foi administrador e que mora, e relata os feitos do governo petis

ta na busca por uma cidade ainda melhor para a população

0h – Programa sons da cidade Orquestra Infantil e de cordas da UnB: As orquestras serão regidas por Ricardo Dourado Freire, mestre e doutor em clarineta. Professor associado da UnB nas áreas de clarineta e teoria musical, o regente exerce também a função de presidente da Associação Brasileira de Clarinetistas. Freire é o criador e coordenador geral do MPC. A Câmara Legislativa as orquestras infantil e de cordas do projeto de extensão “Música para Crianças”, da Universidade de Brasília (UnB). A apresentação faz parte do projeto “Música na Câmara”

0h30 – Sons da Cidade: Clip Martinália + Documentário Lua Nova do Penar de Leila Jinkings.

1h30 – Sons da Cidade: Clip Detrito Federal + Documentário Catastroika: Um Documentário de Katerine Kitidi e Aris Chatzistefanou Sobre a Crise Econômica na Grécia

 Dia 16 – Domingo

14h – Sons da Cidade Clip Cubano II + O Panelaço: Em janeiro de 2001 o povo argentino saiu às ruas para protestar pela situação de corrupção e miséria reinante no país e acabou derrubando o presidente Fernando de La Rúa e o seu ministro de Economia, Domingo Cavallo.

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Doutores, os senhores são lixo perto desta negra

 Por Fernando Brito, no Tijolaço
natasha

Corem diante desta negra, doutores! Ela tem o que os senhores perderam

24 de agosto de 2013 | 20:08

“Somos médicos por vocação, não nos interessa um salário, fazemos por amor”, afirmou Nelson Rodrigues, 45.

“Nossa motivação é a solidariedade”, assegurou Milagros Cardenas Lopes, 61

“Viemos para ajudar, colaborar, complementar com os médicos brasileiros”, destacou Cardenas em resposta à suspeita de trabalho escravo. “O salário é suficiente”, complementou Natasha Romero Sanches, 44.

Poucas frases, mas que soam  como se estivessem sendo ditas por seres de outro planeta no Brasil que vivemos.

O que disseram os primeiros médicos cubanos do  grupo que vem para servir onde médicos brasileiros não querem ir deveria fazer certos dirigentes da medicina brasileira reduzirem à pequenez de seus sentimentos e à brutalidade de suas vidas, de onde se foi, há muito tempo, qualquer amor à igualdade essencial entre todos os seres humanos.

Porque gente que não se emociona com o sofrimento e a carência de seus semelhantes, gente que se formou, muitas vezes, em escolas de medicina pagas com o imposto que brasileiros miseráveis recolheram sobre sua farinha, seu feijão, sua rala ração, gente que já viu seus concidadãos madrugando em filas, no sereno, para obter um simples atendimento, gente assim    não é civilizada, não importa quão bem tratadas ejam suas unhas, penteados os seus cabelos e reluzentes seus carros.

Perto desta negra aí da foto, que para vocês só poderia servir para lavar suas roupas e pajear seus ricos filhinhos, criados para herdar o “negócio” dos pais, vocês nao passam de selvagens, de brutos.

Vocês podem saber quais são as mais recentes drogas, aprendidas nos congressos em locais turísticos, custeados por laboratórios que lhes dão as migalhas do lucro bilionário que têm ao vender remédios. Vocês podem conhecer o último e caro exame de medicina nuclear disponível na praça a quem pode pagar. Vocês podem ser ricos, ou acharem que são, porque de verdade não passam de uma subnobreza deplorável, que acha o máximo ir a Miami.

Mas vocês são lixo perto dessa negra, a Doutora – sim, Doutora, negra, negrinha assim!- Natasha é, eu lhes garanto.

Sabem por que? Por que ela é capaz de achar que o que faz é mais importante do que aquilo que ganha, desde que isso seja o suficiente para viver com dignidade material. Porque a dignidade moral ela a tem, em quantdade suficiente para saber que é uma médica, por cem, mil ou um milhão de dólares.

Isso, doutores, os senhores já perderam. E talvez nunca mais voltem a ter, porque isso não se compra, não se vende, não se aluga, como muitos dos senhores, para manter o status de pertenceram ao corpo clínico de um hospital, fazem com seus colegas, para que dêem o plantão em seus lugares.

Os senhores não são capazes de fazer um milésimo do que ela faz pelos seres humenos, desembarcando sob sua hostilidade num paìs estrangeiro, para tratar de gente pobre que os senhores nao se dispõem a cuidar nem querem deixar que se cuide.

Os senhores nao gritaram, não xingaram nem ameaçaram com polícia aos Roger Abdelmassih, o estuprador, nem contra o infleiz que extorquiu R$ 1.200 para fazer o parto de uma adolescente pobre, nem contra os doutores dos dedos de silicone, nem contra os espertalhóes da maternidade paulista cuja única atividade era bater o ponto.

Eles não os ameaçaram, ameaçaram apenas aos pobres do Brasil.

Estes aì, sim, estes os ameaçam. Ameaçam a aceitação do que vocês se tornaram, porque deixaram que a aspiração normal e justa de receber por seu trabalho se tornasse maior do que a finalidade deste próprio trabalho, porque o trabalho é um bem social e coletivo, ou então vira mero negócio mercantil.

É isto que estes médicos cubanos representam de ameaça: o colocar o egoísmo, o consumismo, o mercantilismo reduzidos ao seu tamenho, a algo que não é e nem pode ser o tamanho da civilização humana.

Aliás, é isso que Cuba, há quase 55 anos, representa.

Um país minùsculo, cheio de carências, que é capaz de dar a mão dos médicos a este gigante brasileiro.

E daí que eles exportem médicos como fonte de receita? Nós não exportamos nossos meninos para jogar futebol? O que deu mais trabalho, mais investimento, o que agregou mais valor a um país: escolas de medicina ou esteiras rolantes para exportar seus minérios?

É por isso que o velhissimo Fidel Castro encarna muito mais a  juventude que estes yuppies coxinhas, cuja vida sem causa  cabe toda dentro de um cartão de crédito.

Eu agradeço à Doutora Natasha.

Ela me lembrou, singelamente, que coração é algo muito maior  do que aquele volume que aparece, sombrio, nas tantas ressonâncias, tomografias e cateterismos porque passei nos últimos meses.

Ele é o centro do progresso humano, mais do que o cérebro, porque é ele quem dá o norte, o sentido, o rumo dos pensamentos e da vida.

Porque, do contrário, o saber vira arrogância e os sentimentos, indiferença.

E o coração, como na música de Mercedes Sosa, una mala palabra.

fonte: http://tijolaco.com.br/index.php/corem-diante-desta-negra-doutores-ela-tem-o-que-os-senhores-perderam/


Es posible, es posible

Querido Presidente Hugo Chávez, serás millones

Homenaje al Líder – Edgar Carmona
Quédate Comandante – Homenaje al líder
Letra: Edgar Carmona

Arreglos Musicales: Gustavo Acosta y Alberto Duarte,

Canta Renny Olivares

I

En nuestro andar por el mundo

Al Dormir y Despertar

Siempre existe una esperanza

Que nos llevará a soñar.

II

Quería una patria bonita,

La que Bolívar soñó,

La que oía en las canciones

Que Alí Primera cantó.

CORO

Eres nuestro Presidente

Ya tu pueblo te eligió

Y queremos que te quedes

Se lo pedimos a Dios.

Importante tu presencia

Nuestro comandante amigo

Los dos vamos de la mano

Yo contigo y tú conmigo

III

Hombre de honor buen amigo

Militar de un solo rostro,

Tu gran compromiso patrio

Te llevó a estar con nosotros.

IV

Quisiste cambiar la patria,

Con aquella insurrección,

Seguro que la cambiaste

Llegó la revolución.

CORO

Eres nuestro Presidente

Ya tu pueblo te eligió

Y queremos que te quedes

Se lo pedimos a Dios.

Importante tu presencia

Nuestro comandante amigo

Los dos vamos de la mano

Yo contigo y tú conmigo
V

Nuestra América Latina

También en ti se inspiró,

Pa´ lograr la patria Grande

La que Bolívar soñó.

VI

Cuba Brasil y Bolivia

Argentina y Ecuador,

Uruguay  y Venezuela

Son un solo Corazón.

CORO

Eres nuestro Presidente

Ya tu pueblo te eligió

Y queremos que te quedes

Se lo pedimos a Dios.

Importante tu presencia

Nuestro comandante amigo

Los dos vamos de la mano

Yo contigo y tú conmigo

VII

Naciste para ser grande

Y junto al pueblo triunfar,

Cuanto ha logrado mi patria

Y cuanto falta por andar.

VIII

Quiero decirte Hugo Chávez

Combatiente Comandante,

Que el pueblo Bolivariano

Te grita unido ¡Palante!.

CORO

Eres nuestro Presidente

Ya tu pueblo te eligió

Y queremos que te quedes

Se lo pedimos a Dios.

Importante tu presencia

Nuestro comandante amigo

Los dos vamos de la mano

Yo contigo y tú conmigo

Bela homenagem ao Presidente Hugo Chávez.


Sandra Ramírez fala sobre Paz

As Farc “usam armas para serem ouvidas”

por Patrica Grogg, da IPS

Sandra As Farc “usam armas para serem ouvidas”

Sandra Ramírez diante do Malecón de Havana. Foto: Patricia Grogg/IPS

Havana, Cuba, 28/9/2012 – É difícil imaginá-la vestida de guerrilheira, carregando uma mochila de 25 quilos, repelindo a tiros o ataque inimigo ou buscando refúgio para evitar os bombardeios aéreos. É conhecida como Sandra Ramírez e deixou o cenário de guerra colombiano para viajar à capital cubana para falar de paz. Até agora, é a única mulher, conhecida publicamente, envolvida nas conversações exploratórias entre delegados das insurgentes Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farcs) e do governo desse país, encabeçado por Juan Manuel Santos, para iniciar um diálogo destinado “à construção de uma paz estável e duradoura”.

Quando foi vista chegando ao primeiro encontro com a imprensa, oferecido em agosto, em Havana, por representantes das Farc, nem todos os jornalistas sabiam quem era. Logo a informação corria pelo salão: entre os negociadores iniciais figura a companheira de “Manuel Marulanda”, nome de guerra de Pedro Antonio Marín, fundador e líder da guerrilha mais antiga da América Latina.

Uma das interpretações de sua presença nestas reuniões é que reafirma a continuidade de um processo iniciado por Marulanda, morto em razão de uma parada cardíaca, em março de 2008. “É seu legado que está presente. Durante seus 60 anos de luta esteve buscando uma saída política para o conflito, e essa sempre foi nossa vocação”, afirmou Sandra em entrevista exclusiva à IPS.

“Ao lado do comandante Marulanda aprendi o amor a esta causa que levamos, o que, definitivamente, implica um compromisso muito maior. Trabalhamos juntos muitos anos, compartilhamos muitíssimas coisas”, acrescentou em certo momento, quando as emoções puseram em risco sua fala pausada e calma. Sandra é filha de uma família de camponeses numerosa – “éramos 15 irmãos, as opções de vida eram escassas, sobretudo para nós, mulheres” – e uniu-se à guerrilha aos 17 anos.

Em maio completou 48 anos e não se arrepende do caminho escolhido. Na montanha aprendeu enfermagem e comunicações e integrou o corpo de guarda dos “camaradas” da direção nacional das Farc. Ao que parece, foi assim que se aproximou sentimentalmente de Marulanda, a quem acompanhou e cuidou nos últimos anos de vida. A imprensa colombiana recorda de vê-los juntos, dez anos atrás, nas conversações de paz entre as Farc e o governo de Andrés Pastrana (1998-2002), no município de San Vicente del Gaguán.

IPS: Aqueles diálogos fracassaram. Qual sua expectativa com este que começará em Oslo no dia 8 de outubro e que, se prevê, continuará em Havana?

Sandra Ramírez: Estamos iniciando este novo processo para ver se, com o esforço de todos, da guerrilha, do governo e do povo da Colômbia, conseguiremos uma solução política para o conflito. As possibilidades de êxito sempre estão presentes, o problema é que a oligarquia colombiana sempre se negou a ceder um milímetro de seu status de poder, a partir do qual elimina o opositor a tiros.

IPS: Considera possível conversar de paz sem cessar as hostilidades?

SR: O governo de Álvaro Uribe (2002-2010) se caracterizou pela violência extrema, não abriu as portas à paz. Agora a correlação de forças é diferente, tanto dentro do país quanto no entorno da Colômbia, com governos democráticos como os de Venezuela, Bolívia ou Equador. Os povos estão adotando outras formas de luta e isso incide no povo colombiano. A decisão é sentar e conversar, mas a lógica e o próprio cenário nos dirão se haverá, ou não, cessar-fogo que, ocorrendo em algum momento, terá que ser bilateral. Continue lendo


“le doy gracias a la vida por lo que he vivido”

 

 

En una entrevista con el periodista Lucho Soria, del semanario Brecha, reproducida en la web por el sitio argentino El historiador, Mujica dijo: “Puede sentirse como una monstruosidad, aparente, lo que voy a decirle… le doy gracias a la vida por lo que he vivido, porque si no hubiera pasado esos años, de aprender el oficio de galopar para adentro para no volverme loco de pensar, me hubiera perdido lo mejor de mí mismo. Me obligaron a remover mi suelo y por eso me hice mucho más socialista que antes”. Y agregó: “El hombre no es él, el hombre es hijo de las peripecias, de las adversidades. Algunos tuvimos la suerte de que la vida nos apretara, pero no nos fulminara. Nos diera licencia para seguir viviendo y en alguna medida recoger la miel que pudimos cosechar en el marco de las amarguras. Si no, nunca hubiéramos fabricado esa miel…”.

fonte: http://www.pagina12.com.ar/diario/elpais/1-200899-2012-08-12.html


Literatura e crítica

Um espaço para a construção de pensamentos literários

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