depois de “natureza selvagem”, “onde os Homens conquistam a glória…”


Patrick Tillman foi morto acidentalmente (fogo amigo) por um colega após uma sequência de manobras equivocadas de sua unidade de combate. Ele era um jogador popular de futebol americano, quando foi “servir” no Iraque e no Afeganistão.  A reação oficial foi decepcionante: tentaram a todo custo encobrir a verdade. Os altos escalões fizeram as encenações costumeiras, investigaram para ficar por aquilo mesmo. Não contavam com a coragem  de Dannie Tillman, a mãe de Pat, que, cheia de indignação, foi em busca da verdade, determinada a saber o que de fato aconteceu com o filho.

O livro Onde os homens conquistam a glória  (Where men win glory, 2009) é a saga do rapaz, um jovem bem sucedido, jogador profissional, que vai para a guera enfrentar situações desfavoráveis, aliada à irresponsabilidade com que jogam esses homens à própria sorte em um front de alto grau de violência. Quem já assistiu ou leu  Na natureza selvagem, sabe que Jon Krakauer, como competente jornalista investigo que é,  não se limita a contar a história de Patrick. Ele escreve sobre toda a conjuntura que leva a essa guerra e situa os fatos historicamente.

Bom que saiam livros sérios como esse para que a cortina que encobre as guerras e os fios todos que a tramam, percam um pouco da opacidade.

 Sobre  o livro, na página da editora:

Pat Tillman era um astro do futebol americano na época dos ataques terroristas ao World Trade Center. O evento despertou nele a obrigação moral de se juntar às forças armadas do então presidente George W. Bush em sua cruzada contra o terror. Às vésperas da temporada 2002 da Liga Nacional, Tillman renunciou a um contrato de quase 4 milhões de dólares para passar os três anos seguintes como soldado de infantaria.o livro, na página da editora:

Enviado ao Iraque e ao Afeganistão, Tillman foi morto acidentalmente por um colega após uma sequência de manobras equivocadas de sua unidade de combate. A reação oficial foi um cínico encobrimento da verdade aprovado pelos mais altos escalões do governo e uma série de investigações que resultariam ineptas não fosse a determinação de Dannie Tillman em descobrir o que acontecera com seu filho.

Em uma pesquisa de fôlego, Krakauer reconstrói a trajetória de Pat Tillman e revolve a campanha de desinformação do governo americano para que a verdadeira causa de sua morte jamais viesse à tona.

leia um trecho do livro em pdf no link: http://www.companhiadasletras.com.br/trechos/12641.pdf

pequena mostra:

“No Afeganistão, a brutalidade do pdpa inspirou uma insurreição popular que logo degenerou em guerra civil total. Na vanguarda da rebelião estavam os guerreiros sagrados muçulmanos, os mujahidin afegãos, que combateram os infiéis comunistas com tamanha ferocidade que, em dezembro de 1979, os soviéticos despacharam 100 mil soldados para o Afeganistão a fim de sufocar a rebelião, fortalecer o pdpa e promover seus interesses da Guerra Fria na região.
Nações do mundo inteiro manifestaram críticas severas aos soviéticos pela incursão. O protesto mais forte veio dos Estados Unidos. Expressando choque e indignação com a invasão, o presidente Jimmy Carter tachou‑a de “a mais séria ameaça à paz desde a Segunda Guerra Mundial” e promoveu primeiro um embargo comercial e depois um boicote às Olimpíadas de Moscou de 1980.
Mas a indignação de Carter não foi lá muito sincera. Apesar de o governo norte‑americano negar em declarações oficiais, a cia havia começado a comprar armas para os mujahidin ao menos seis meses antes da invasão soviética, e esse apoio clandestino visava não apenas deter os soviéticos, mas provocá‑los. De acordo com o assessor de segurança nacional de Carter, Zbigniew Brzezinski, o fornecimento de armas aos afegãos visava estimular uma desordem no país suficiente “para induzir uma intervenção militar  soviética”. Brzezinski, o combatente mais fervoroso da Guerra Fria no governo Carter, vangloriou‑se em entrevista de 1998 de que fornecer armas aos mujahidin tinha por objetivo específico atrair “os soviéticos à armadilha afegã” e lançá‑los numa debacle debilitante como a do Vietnã.”

por Leila Jinkings


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