Filme de Sílvio Tendler esclarece sobre PRIVATIZAÇÃO

É hora de colocar na mesa a questão da desprivatização. Queremos a reestatização da Vale!

Privatizações: a Distopia do Capital – é um filme de Silvio Tendler que ilumina e esclarece a lógica da política em tempos marcados pelo crescente desmonte do Estado brasileiro. A visão do Estado mínimo; a venda de ativos públicos ao setor privado; o ônus decorrente das políticas de desestatização traduzidos em fatos e imagens que emocionam e se constituem em uma verdadeira aula sobre a história recente do Brasil. Realização do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ) e da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), com o apoio da CUT Nacional, o filme traz a assinatura da produtora Caliban e a força da filmografia de um dos mais respeitados nomes do cinema brasileiro.

Em 56 minutos de projeção, intelectuais, políticos, técnicos e educadores traçam, desde a era Vargas, o percurso de sentimentos e momentos dramáticos da vida nacional. A perspectiva da produtora e dos realizadores é promover o debate em todas as regiões do país como forma de avançar “na construção da consciência política e denunciar as verdades que se escondem por trás dos discursos hegemônicos”, afirma Silvio Tendler.

Vale registrar, ainda, o fato dos patrocinadores deste trabalho, fruto de ampla pesquisa, serem as entidades de classe dos engenheiros. Movido pelo permanente combate à perda da soberania em espaços estratégicos da economia, o movimento sindical tem a clareza de que “o processo de privatizações da década de 90 é a negação das premissas do projeto de desenvolvimento que sempre defendemos”.

Privatizações: a Distopia do Capital


Den Bosh, a terra de Jheronimus Bosh

 

fotografia As esculturas e os vitrais da Catedral de São João

As esculturas e os vitrais da Catedral de São João

catedral de sao joao

os vitrais da Catedral de São João

Reencontrei, na Holanda, um amigo querido que não via há quase 30 anos. Ele me “descobriu” via face (por essas e outras é que ainda não saí dessa rede) e nos encontramos. Cada um acompanhado das respectivas mães (rsss). Foi um dia lindo, nos divertimos muito.

claudio_papo_com_Jheronimus

Claudio ouvindo o que conta Jheronimus Bosh

Claudio nos levou a conhecer Den Bosh ( s’ Hertogenbosch), cidade de predominância católica, com características arquitetônicas medievais muito bem conservada. 

 

 

Percorremos a Catedral de São João, para contemplar a riqueza da arquitetura, com seus vitrais, além de pinturas e esculturas belíssimas.

 

trípticos

trípticos

trípticos em madeira

trípticos em madeira

 

Mas o que nos deixou absolutamente extasiadas (minha mãe, a mãe de Claudio e eu) foi a obra de Jheronimus  Bosh distribuídas por toda a área da catedral. De tirar o folego. Salvador Dali, seguramente, bebeu muito nessa fonte.

 

figuras do jardim das delicias

as figuras de O Jardim das Delícias

 

Representações surrealistas em painéis cheios de figuras estranhas e simbolismos. Uma das mais empolgantes é o Jardim das Delícias, um tríptico em madeira em que ele representa, em tres paineis, a visão do que seria o paraíso celeste , o paraíso terrestre e o inferno. Impressiona como ele retrata os medos e os monstros da sociedade, com seus demonios. Fala de sentimentos maus, da cobiça da avareza, das taras, incluindo os religiosos e a hipocrisia da igreja.

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O Jardim das delícias

os trípticos

os trípticos de Jheronimus Bosh

 

 

Foi um presente de Claudio. Usufruir a arte de Bosh e em tão boa companhia.

 

 

 

teresa e isa

bossche bol – Teresa e Isa : a “partilha dos pães”

 

Antes de pegar o trem de volta – Claudio e Teresa para Roterdã e mamãe e eu para Utrecht – nós fomos comer o famoso doce típico de Den Bosh, o bossche bol. Ana Isa recomendou que não perdessemos a oportunidade, ao nos deixar na estação em Utrecht. É mesmo uma delícia, lembra um profiterole gigante.

 

 

 

 


Banditismo: Máfia de médicos desvia milhões de reais do SUS

Esclacedor. Ilustra a máfia da saúde, que faz tudo para inviabilizar o SUS, destrói equipamentos, boicota o trabalho e desvia remedios e dinheiro.
Viva o Mais Médicos!!!

bloglimpinhoecheiroso

Medicos_Proteses01

Agora, alguns médicos coxinhas vão acreditar, pois a falcatrua foi exibida no Fantástico. Além disso, é possível entender por que os profissionais cubanos são malvistos por boa parte da classe médica brasileiro. Cada envolvido na máfia de branco chega a faturar R$100 mil por mês em esquema que desvia dinheiro do SUS e encarece planos de saúde.

Via Blog do Porfírio

Já imaginou médicos que mandam fazer cirurgias de próteses sem necessidade, só para ganhar comissão sobre o preço desses implantes? Ou então gastar muito mais material do que o necessário, também para faturar um dinheiro por fora? Esses golpes milionários, dados pela máfia das próteses, são o tema da reportagem de Giovanni Grizotti.

O Fantástico revelou um retrato escandaloso do que acontece dentro de alguns consultórios e hospitais do Brasil. O programa da emissora preferida dos coxinhas investigou, durante três meses, um esquema que transforma a saúde do país em um balcão…

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Método do Juiz Moro é “medieval” e “envergonha sociedade civilizada”, diz Ministro do STF

Luizmuller's Blog

ZavasckiTeori Zavascki jamais vai ser o Homem do Ano da Globo, e isto é um formidável ativo que ele carrega.

Teori é aquele tipo de ministro do STF tão raro: aquele que não se deixa deslumbrar e intimidar pela mídia.

Suas sentenças não parecem feitas para agradar a Globo, e sim para buscar o máximo de justiça numa disciplina complexa e não exata.

Mais que nenhum outro juiz, ele deu uma cara nova ao Supremo quando a ele chegou, num momento em que Joaquim Barbosa, sob incentivo cínico da mídia, comandou um espetáculo tétrico de justiça partidarizada no Mensalão.

Depois de escolhas desastrosas de juízes pelo PT – Barbosa por Lula, Fux por Dilma – Zavascki devolveu ao menos parte da respeitabilidade perdida pelo STF no Mensalão.

É antológica a enquadrada que Zavascki deu, ontem, em Sérgio Moro, candidato a ser um novo Joaquim Barbosa como símbolo da justiça torta…

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Presidenta, qual é o mistério?

O Mistério Continua (Leila Jinkings)

Porque o Governo não usa suas prerrogativas de chamar rede de televisão?  Por que?!

Até os opositores sabem da importância e do impacto positivo que teria a Comunicação do Governo Federal com a sociedade. Leia/assista o que dizem cientistas políticos na Rede GLOBO:

(Debate sobre Reforma Politica na Globo News, programa de Miriam Leitão, com Alberto de Almeida, cientista politico, e Jairo Nicolau, cientista político UFRJ)

Pergunta Miriam, aos 20 minutos e 25 segundos, do porque de tanta impopularidade da Presidenta. Responde Alberto de Almeida: “Há vários fatores que juntos levaram a isto: a mídia muito negativa sobre corrupção, que caem sobre o governo federal; a economia  em desaquecimento e o terceiro a imensa dificuldade do governo em se comunicar com a sociedade. E algo comum de qualquer governo, nos estados unidos eles são craques nisso… O governo  vai permanentemente, na figura do Presidente – semanalmente, duas, três vezes na semana –  à televisão. Para explicar o que está realizando, criar uma narrativa para o governo, defender o  ponto de vista do governo à população. O simbolismo e a Comunicação são muito importantes. Então um lado conta a sua história e o outro conta a sua história. O governo não conta a história dele .”

Exibido em 23 de abril de 2015

http://globosatplay.globo.com/globonews/v/4131911/


Em 2013, devido à falta de manutenção nas tubulações, Sabesp desperdiçou uma Cantareira

bloglimpinhoecheiroso

Sabesp24_Jorro_Agua Falta de manutenção nas tubulações pela Sabesp causa desperdício de água.

Perda de 31,2% da água entre estação de tratamento e as casas ajuda a secar o Cantareira.

Camila Denes, via Agência de Notícias em 17/7/2014

Só em 2013, cerca de 950 bilhões de litros de água limpa e tratada vazou dos canos da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o suficiente para atender 3,7 milhões de pessoas ou duas Belo Horizonte.

Esse volume perdido no ano passado (31,2% do produzido) é praticamente a capacidade de armazenamento do Sistema Cantareira (981 bilhões de litros), que está reduzido a 17,8% – nível apurado na quarta-feira (16).

Grande parte da perda se dá por problemas nas tubulações antigas, que são quase metade da rede de distribuição em áreas centrais da capital paulista. Levantamento da Sabesp registra que 34% dos tubos tem entre 30 e 40 anos e 17%, mais…

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destilando e publicando preconceitos na ausência de responsabilidade profissional

Pasme, há quem tenha coragem de escrever e há quem publique asneiras e preconceitos dessa natureza.

Infelizmente trata-se aqui de três colunistas mulheres. Uma delas é Danuza “Coringa” Leão de peçonha já bastante conhecida. A segunda é Hildegard, que costuma ser equilibrada em suas posições e, além do mais, espera-se mesmo que tenha consciência social e política aguçada pela sua história. A terceira, eu não havia tido o desprazer de conhecer. Imagino que seja uma pessoa bastante infeliz, que sai agredindo vilmente quem não pode se defender e a quem o Estado não protege de ataques dessa natureza pela ausência de regulamentação dos meios de comunicação.

Ministro Benzoini, leia isto:

Por que os pobres incomodam tanto?

Na semana em que duas jornalistas publicam textos de ojeriza aos mais pobres, fica a reflexão: o que incomoda a elite não é a perda de direitos, mas de privilégios. Em um mundo onde ser ‘VIP’ e obter exclusividades são o ápice do prazer aristocrático, a popularização do acesso a educação, saúde, viagens e bens de consumo deve ser mesmo um horror

Por Maíra Streit

hildegard angel

Nessa semana, dois textos de colaboradoras do jornal carioca O Globo chamaram bastante a atenção dos leitores, não exatamente pela qualidade do conteúdo em si, mas pelo grau de preconceito destilado em suas palavras.

Em um deles, a colunista Hildegard Angel defendeu a segregação como medida para conter os arrastões em praias do Rio de Janeiro. Entre as sugestões destinadas ao governo, surgiram ideias brilhantes como “diminuir drasticamente a circulação das linhas de ônibus e de metrô no fluxo Zona Norte-Zona Sul” e até mesmo “cobrar entrada nas praias de Leme, Copacabana, Ipanema, Leblon”.

É isso mesmo. Para a colunista, impedir o acesso da população pobre às áreas mais prestigiadas da cidade é uma maneira eficiente de “reprimir as hordas e hordas de jovens assaltantes e arruaceiros”. “As medidas são antipáticas e discriminatórias, concordo. Mas ou é isso ou será o caos”, finalizou. Aparentemente arrependida de suas declarações, Hildegard retirou o texto do ar após uma saraivada de críticas.

Seguindo a mesma linha, os leitores d’O Globo foram brindados com uma publicação pretensamente irreverente, mas nem por isso menos cruel. Em seu blog, Zona de Desconforto, a jornalista Silvia Pilz descreve o comportamento dos mais pobres em consultórios médicos.

Em tom de deboche, ela afirma que essas pessoas costumam inventar doenças e fazem drama para faltar ao trabalho. “Acho que não conheço nenhuma empregada doméstica que esteja sempre com atacada da ciática [leia-se nervo ciático inflamado]. Ah! Eles também têm colesterol [leia-se colesterol alto] e alegam ‘estar com o sistema nervoso’ quando o médico se atreve a dizer que o problema pode ser emocional”, escreveu.

silvia pilz

Silvia ridiculariza ainda a procura por mais informações na área da saúde, dizendo que, ao assistir a um programa da Rede Globo sobre o assunto, “o caso normalmente é a dúvida de algum pobre”. “Coisas do tipo ‘tenho cisto no ovário e quero saber se posso engravidar’. Porque a grande preocupação do pobre é procriar”, complementa.

A jornalista enfatiza que, com a democratização dos planos de saúde, fazer exames se tornou um programa divertido para os pobres, que se arrumam especialmente para a ocasião, chegam cedo e, admirados com o ar-condicionado e o piso de porcelanato dos laboratórios, aguardam ansiosamente pelo lanche oferecido após os exames.

Não sabemos exatamente em que país vive a blogueira em questão, mas, no Brasil, a relação entre os pobres e o acesso à saúde está longe de ser engraçada. Embora algumas conquistas sejam evidentes, os planos particulares não funcionam às mil maravilhas e ainda são, sim, um privilégio de poucos. A realidade da população de baixa renda ainda é, em boa parte, a fila do hospital público, a superlotação, a falta de médicos e a dificuldade na marcação de consultas.

O país, de fato, está mudando. Mas o que parece não mudar nunca é a ideia de um ‘apartheid’ social que enche os olhos da classe média alta brasileira, incomodada em dividir o mesmo ar que segmentos antes marginalizados. Impossível não lembrar da afirmação de outra polêmica colunista, a socialite Danuza Leão, que há alguns anos escreveu na Folha de S. Paulo que ir à Nova Iorque não tinha mais graça, já que eram grandes as chances de encontrar o seu porteiro por lá.

danuza

Esses são exemplos clássicos de que o que incomoda a elite não é a perda de direitos, mas de privilégios. Em um mundo onde ser ‘VIP’ e obter exclusividades são o ápice do prazer aristocrático, a popularização do acesso a educação, saúde, viagens e bens de consumo deve ser mesmo um horror.

Imagine que absurdo o filho do motorista estudar na mesma faculdade que o seu, ou encontrar a manicure fazendo compras naquela que era a sua loja preferida. Ainda mais ultrajante deve ser ver a empregada jantando filé mignon e dizendo a você que, de uma vez por todas, a escravidão acabou. Haja Lexotan para acalmar os ânimos dessa gente, tão afeita a mandar e desmandar sozinha em seus feudos imaginários. Quanto a isso, só resta uma coisa a ser dita: acostumem-se… A tendência é piorar.

Fonte: Forum


PRESIDENTA, FALE CONOSCO

Por Leila Jinkings

“Ainda vivemos o festival de besteiras que foi cultivado pela ditadura de várias formas:
1- Reprimindo e assassinando as melhores cabeças da sociedade;
2- Censurando e desincentivando a cultura;
3- Criando um mecanismo de controle das mentes via televisão, por meio de uma rede monstruosa, que cobre quase 100% da população;
4- Destruindo as bibliotecas públicas;
5- A edição de livros só agora, nas últimas décadas, voltou a fazer parte da vida dos brasileiros, mesmo assim com preços elitistas, sem o incentivo necessário;
6- Educação pública desmantelada, para favorecer a Educação como comércio .

E por aí vai. Stanislaw Ponte preta jamais poderia imaginar que o festival de besteiras iria assolar o país de forma tão intensa. Ele não iria suportar ver tanta burrice.”

Eu deixei o comentário acima em uma postagem de Sidnei Pires dirigida aos “revoltadinhos” no facebook.

Algo me assombra e desde o segundo turno vem me deixando intrigada: Porque será que a Presidenta não usa a prerrogativa constitucional que tem de falar em rede de rádio e televisão? Incompreensível! É a única forma de falar diretamente ao povo, sem a intermediação nefasta da mídia. manipulacao-massificacao

A televisão é um bem público. É patrimônio inalienável da sociedade e funciona em regime de concessões, que deveriam ser analisadas e renovadas de forma séria, com o controle da sociedade. Mas no Brasil, foi construída uma rede inteira de radiodifusão financiada pelo regime ditatorial implantado em 1964.

A falta da regulação, ditada pela nossa Constituição Cidadã, já derrubou presidentes a satisfazer seus interesses comerciais que resvala, claro, no político. Derrubou João Goulart, quando ele quis atender as Reformas de Base até hoje difíceis de implantar, face aos negócios inescrupulosos que envolvem a mídia e o poder econômico. Goulart mandara um decreto democratizando a comunicação e os concessionários criaram a Abert para derrubá-lo ponto a ponto, em conluio com os parlamentares corruptos e conservadores. Os mesmos que hoje, criminosamente, ferem a Constituição ao terem o controle de rádios e de canais de TV.

Para quem não sabe, a Constituição Cidadã de 1988 fala de forma clara sobre a Comunicação. O poder, que inclui até juízes do supremo, finge ignorar que: as concessões são um bem público e que devem ter a participação da sociedade na sua regulação; que a Constituição proíbe que parlamentares sejam donos ou sócios de qualquer concessão ou seja rádio e Televisão; que é proibida a Propriedade Cruzada e deveria ser limitado o número de repetidoras de uma mesma rede.

Cadeia da produção cultural

A ignorância sobre o assunto é tanta, que muita gente que seria beneficiada com a Democratização vai no canto da sereia, compra todo o discurso que a mídia enfia na nas cabeças e mentes pelo Brasil a fora. Um exemplo claro é o que envolve a questão da propriedade cruzada, quando se proíbe que um grupo seja dono de vários tipos de mídia. É a chamada indústria cultural: se a TV é dona da gravadora, da produtora, do estúdio, da distribuidora, do rádio e da TV, só faz sucesso o que eles permitem seja no Cinema, na Música, no Teatro e onde mais houver interesse. Inibem toda uma cadeia de produção e realização. Um dos muitos textos que foram publicados sobre o assunto é o de João Brant, “Porque limitar a Propriedade Cruzada”, no Observatório de Imprensa.

Os realizadores de Cinema Independente sabem muito bem do que estamos falando. A aprovação da “Lei Jandira Feghali” ou “Lei do Conteúdo”, que regulamenta o artigo 221 da Constituição e estabelece a obrigatoriedade de veiculação de programação regional e independente nas emissoras de TV, é um marco, uma conquista. Trata de produção, difusão e comercialização do audiovisual no Brasil.

Encerro, sugerindo leituras. Há dois livrinhos básicos, bem fininhos, mas de conteúdo cristalino e que poderá ajudar aos interessados entender com mais profundidade e , quem sabe, caminhar para outras leituras mais complexas. O 1º é de um paraibano, o respeitadíssimo professor Bolaño, editado pela Paulus: “Qual a Lógica das Políticas de Comunicação no Brasil?”; o 2º é do Le Monde diplomatique, editado pelo Instituto Paulo Freire: “Caminhos para uma Comunicação Democrática”

Presidenta, por favor, use a Rede de Televisão e Rádio. Fale Conosco, Presidenta.   #faleconoscoPresidenta


Na Revista Rolling Stone, em 2007:
“Donos de TVs e rádios, parlamentares desrespeitam a constituição
Pelo menos 80 parlamentares são donos de concessões públicas de rádio e TV, contrariando a Constituição. Como?” http://rollingstone.uol.com.br/edicao/7/donos-de-tvs-e-radios-parlamentares-desrespeitam-a-constituicao#imagem0

Do Prof Venício Lima:
– Os interesses explicitados http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/os-interesses-explicitados
– Propriedade cruzada: Grande mídia perde mais uma na Justiça
(http://www.cartamaior.com.br/?/Coluna/Propriedade-cruzada-Grande-midia-perde-mais-uma-na-Justica/26802)
– Porque limitar a propriedade cruzada. (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/por_que_limitar_a_propriedade_cruzada)

Mais sobre propriedade cruzada:
– Lobby das gravadoras e propriedade cruzada (http://www.overmundo.com.br/overblog/lobby-das-gravadoras-e-propriedade-cruzada)
– Por que limitar a propriedade cruzada, João Brant. (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/por_que_limitar_a_propriedade_cruzada)

Ver TV:  – programa que discute a televisão com diversos segmentos da sociedade. Imprescindível. Passa na TV Brasil, mas voce pode assistir no site aqui http://tvbrasil.ebc.com.br/vertv

Textos sobre Concessão:
– Donos da Mídia: http://www.donosdamidia.com.br/
– Os Donos da Mídia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Donos_da_M%C3%ADdia
– ENTREVISTA / DANIEL HERZ – Quem são os donos da mídia no Brasil – http://www.observatoriodaimprensa.com.br/cadernos/cid240420021.htm
– FENAJ: “Donos da Mídia”: uma ferramenta poderosa para democratizar a comunicação http://www.fenaj.org.br/materia.php?id=2323
– INTERVOZES: RENOVAÇÃO AUTOMÁTICA: Legislação precária e burocracia transformam concessões em capitanias hereditárias. http://www.intervozes.org.br/arquivos/interrev001crtodnc
– ALARCON, Anderson de Oliveira. A televisão e o instituto da concessão pública. Jus Navigandi, Teresina, ano 10, n. 891, 11 dez. 2005. http://jus.com.br/artigos/7654/a-televisao-e-o-instituto-da-concessao-publica#ixzz3Kw1RRP7M


A mídia promove desastres ao tomar o lugar de oposição.

Hoje, 24 de agosto de 2014, faz 60 anos do tiro no peito que Getúlio Vargas foi levado a dar quando a pressão tornou-se insutentável.

Hoje, o ódio e a perseguição da mídia são dirigidos ao PT, aos movimentos sociais e à Presidenta Dilma. As mentiras, os ataques, as distorções e omissões são iguais, agravadas ainda pela multiplicação do poder dos meios. Não fosse a rede social e os blogs, ninguém saberia dos fatos reais e as mentiras passariam para a história como se verdade fossem.

A nossa – ainda bebê – democracia se apoia na Constituição Cidadã de 1988 que instituiu direitos importantes, muitos ainda por serem respeitados. Ainda se burla coisas gravíssimas como uma das maiores afrontas à Constituição: a propriedade cruzada dos meios, que permite a uma mesma organização ser dona de várias modalidades de mídia. Outra afronta não menos importante é parlamentares poderem ser donos de mídia, essa imoralidade que permite que legislem em causa própria.

O jornalista Janio de Freitas viveu o ódio e a perseguição da mídia à Getúlio e fez a cobertura da tragédia do suicídio. O artigo de hoje, publicado na Folha de São Paulo, é uma competente análise dessa história, que descamba com a permissividade submissa do poder conservador com – sempre – os Estados Unidos. 

Leia sem falta:

Um dia, um país, por Janio de Freitas

No dia 23, o Brasil estava endoidecido de ódio a Getúlio. No dia 24, enlouquecido de saudade

Era um agosto assim, quase todo de dias luminosos, porém mais quentes no Rio. Exausto, mal começava a dormir no início da manhã, quando ouvi a clarinada de um “Repórter Esso” fora de hora. Foi só o tempo de tatear o botão do rádio para ouvir a frase dura e aguda como um punhal: “O presidente Getúlio Vargas cometeu suicídio com um tiro no peito”. Em minutos, era o telefonema de Pompeu de Souza: “Vai para a Redação o mais rápido possível”. Começava o dia mais inesperadamente espantoso de que me lembre: 24, claro que de agosto.24ago1954

Do final da véspera à alta madrugada, Armando Nogueira e eu andáramos, ida e volta, ida e volta, na calçada paralela à fachada do Palácio do Catete, do outro lado da rua alargada naquele trecho. Foi a maneira de observarmos os ocupantes de carros que entravam e saíam do palácio, valendo-nos de que a Polícia do Exército proibira a parada de curiosos, mas permitia a passagem na faixa isolada.

Esse andar incessante se confundia com meus primeiros passos no jornalismo, há pouco registrado como jornalista profissional no “Diário Carioca” e sem pensar em sê-lo de fato. O futuro imaginado ainda combinava asas e motores –para sempre inesquecidos. Já era quase dia quando vimos que o portão do palácio ficou meio aberto, e arriscamos uma arrancada para entrar. Deu certo. Só na sala de estar bem interior vimos, afinal, uma pessoa. Sentado em uma das poltronas avermelhadas, uma perna sobre o braço da poltrona, a testa apoiada em alguns dedos e voltada para o chão. Sozinho.24ago1954-getulio

Ministro da Justiça, o mais moço do ministério, Tancredo Neves nos mostrava muito mais do que nos dizia: a situação continuava muito difícil, a reunião do presidente com os generais não foi conclusiva (eles propunham a licença de Getúlio, que a recusava na certeza de que não o deixariam reassumir), hoje será um dia de muita tensão. Deixamos Tancredo, cansado e triste, um dos poucos a não desertar da lealdade ao presidente.

Minha primeira tarefa, cedo ainda, foi ver o que se passava na Base Aérea do Galeão. Tornara-se a República do Galeão, assim chamada a exacerbação de poder militar adotada por coronéis e majores da FAB, na represália ao atentado a Carlos Lacerda em que morreu um major dos que lhe davam proteção. Desde 6 de agosto, dia seguinte ao atentado, o país passou a viver em torno da exaltação concentrada na República do Galeão, e em crescendo permanente sob a agitação furiosa feita por Lacerda.

Logo acusado do crime por Lacerda, Getúlio ficou indefeso, objeto de um ódio coletivo que se propagava sem limites: monolíticos, a imprensa, a incipiente TV e o rádio, mais do que se aliarem à irracionalidade, foram seus porta-vozes sem considerar as previsíveis consequências para o Estado de Direito. Só a “Última Hora” diferenciava-se, com a desmoralizada voz de causadora inicial da crise, por seu recente e grandioso nascimento sob patrocínio do governo e com dinheiro do Banco do Brasil.

Na caça vingativa à guarda pessoal de Getúlio, dada como autora do atentado, a República do Galeão ensandeceu o país. O getulismo, quase uma religião, evaporou. Os políticos governistas emudeceram ou sumiram. Até os sindicatos do trabalhismo voltaram-se contra o seu criador. Getúlio não tinha saída. Os majores e coronéis que vi chegarem ao Galeão, já sob enorme guarda, ornavam a sua arrogância com os ares de vitória proporcionados pelo suicídio.

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Uma Carta para ler e se emocionar

Prezada Sra Presidente Dilma Rousseff,
Saudações

Eu gostaria de estender meus mais profundos sentimentos de gratidão à Vossa Excelência por a sua postura e seu apoio ao povo palestino em meu país, a Palestina em geral, e na Faixa de Gaza, em particular. Sua postura valiosa, humana e com princípios contra a agressão militar israelense sionista é algo que eu nunca poderei esquecer.

Eu aprecio imensamente o seu discurso muito importante na busca da Libertação da Palestina, e para realizarmos o nosso direito de voltar à nossa pátria, a fim de vivermos livremente como qualquer outro povo na Terra.

Sou Hassan Rabea, um refugiado palestino, um fotógrafo do Campo de Refugiados Khan Younis, na Faixa de Gaza. Recentemente, mais uma vez tornei-me um refugiado, desta feita em seu belo país, o Brasil, onde eu me sinto seguro, protegido e longe da artilharia israelense, de sua Marinha e Força Aérea com incursões de seus aviões F16 e bombardeios que se abatem sobre as nossas casas e sobre quaisquer pessoas vivendo, rezando, comendo, amamentação, cozinhando e até mesmo dormindo em nossas casas, hospitais, mesquitas, escolas e hospitais para pessoas com deficiência.

DOR. Muita dor

DOR. Muita dor

Esses mesmos refugiados, que são bombardeados hoje, eram as mesmas pessoas que se fizeram refugiadas em 1948, quando suas famílias e parentes foram massacrados e privados de suas terras, aldeias e propriedades. Agora estou longe do meu bairro e campo de refugiados em Gaza; Gaza tornou-se um campo de batalha e um laboratório para o armamento avançado e letal Israel.

No entanto, eu ainda posso ouvir os rugidos ferozes da artilharia israelense, bombardeiros, aviões teleguiados e marinha. Posso ouvi-los dentro do meu corpo e do meu próprio pulso. A minha família e parentes ainda estão sofrendo lá; enquanto existir ocupação israelense, o meu povo vai sofrer; quanto a mim aqui, eu seria um mentiroso se eu dissesse que eu não sofro estando longe de minha terra natal. Eu ainda visualizo rostos, gritos, suspiros, sangue, muito sofrimento e desespero, cadáveres, destruição e muitos amigos. É verdade que aqui não há ameaça imediata para a minha vida, mas meu coração dói quando eu me lembro da minha família, vizinhos e pessoas lá.

Eu vivo agora no exílio longe de minha família, amigos e vizinhos. Mais uma vez, eu me tornei um refugiado no seu país, entre o seu povo, por causa da colonização israelense impiedosa e desumana do meu país. Aqui, no Brasil, eu sempre tento manter-me firme e levar a vida com seriedade e responsabilidade, admirando e amando a vida, as pessoas e a liberdade. Um dia eu gostaria de me tornar um cidadão aqui, para viver com segurança e trabalhar com dignidade para sustentar minha família na Palestina.

Nacionalidade brasileira de fato é um sonho para mim, e espero tê-la um dia, para que eu possa ter um papel e uma abordagem mais ativa e positiva na minha profissão e na vida. Espero que o meu amor e respeito ao Brasil possam me fazer ganhar a sua nacionalidade aqui.

Espero que eu possa conhecer vossa Excelência aqui no Brasil, para agradecer pessoalmente o que seu belo país tem feito para o meu povo palestino e para meu país com o seu apoio e posições honrosas que respeito e aprecio de coração. Eu sei que é difícil para a minha carta chegar a sua mesa, e eu espero que ela possa chamar sua atenção e sentimentos. Penso que Vossa Excelência tem muito trabalho a fazer, no entanto, espero que eu possa conhecê-la para agradecer pessoalmente por sua sinceridade, compaixão e posições políticas nobres com o meu povo palestino.

Muito carinho e gratidão
Hasan Rabee, refugiado da Palestina no Brasil.
Nova Lima (MG), 09 de agosto de 2014

fonte: Vermelho


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