Em 2013, devido à falta de manutenção nas tubulações, Sabesp desperdiçou uma Cantareira

Publicado originalmente em bloglimpinhoecheiroso:

Sabesp24_Jorro_Agua Falta de manutenção nas tubulações pela Sabesp causa desperdício de água.

Perda de 31,2% da água entre estação de tratamento e as casas ajuda a secar o Cantareira.

Camila Denes, via Agência de Notícias em 17/7/2014

Só em 2013, cerca de 950 bilhões de litros de água limpa e tratada vazou dos canos da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o suficiente para atender 3,7 milhões de pessoas ou duas Belo Horizonte.

Esse volume perdido no ano passado (31,2% do produzido) é praticamente a capacidade de armazenamento do Sistema Cantareira (981 bilhões de litros), que está reduzido a 17,8% – nível apurado na quarta-feira (16).

Grande parte da perda se dá por problemas nas tubulações antigas, que são quase metade da rede de distribuição em áreas centrais da capital paulista. Levantamento da Sabesp registra que 34% dos tubos tem entre 30 e 40 anos e 17%, mais…

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destilando e publicando preconceitos na ausência de responsabilidade profissional

Pasme, há quem tenha coragem de escrever e há quem publique asneiras e preconceitos dessa natureza.

Infelizmente trata-se aqui de três colunistas mulheres. Uma delas é Danuza “Coringa” Leão de peçonha já bastante conhecida. A segunda é Hildegard, que costuma ser equilibrada em suas posições e, além do mais, espera-se mesmo que tenha consciência social e política aguçada pela sua história. A terceira, eu não havia tido o desprazer de conhecer. Imagino que seja uma pessoa bastante infeliz, que sai agredindo vilmente quem não pode se defender e a quem o Estado não protege de ataques dessa natureza pela ausência de regulamentação dos meios de comunicação.

Ministro Benzoini, leia isto:

Por que os pobres incomodam tanto?

Na semana em que duas jornalistas publicam textos de ojeriza aos mais pobres, fica a reflexão: o que incomoda a elite não é a perda de direitos, mas de privilégios. Em um mundo onde ser ‘VIP’ e obter exclusividades são o ápice do prazer aristocrático, a popularização do acesso a educação, saúde, viagens e bens de consumo deve ser mesmo um horror

Por Maíra Streit

hildegard angel

Nessa semana, dois textos de colaboradoras do jornal carioca O Globo chamaram bastante a atenção dos leitores, não exatamente pela qualidade do conteúdo em si, mas pelo grau de preconceito destilado em suas palavras.

Em um deles, a colunista Hildegard Angel defendeu a segregação como medida para conter os arrastões em praias do Rio de Janeiro. Entre as sugestões destinadas ao governo, surgiram ideias brilhantes como “diminuir drasticamente a circulação das linhas de ônibus e de metrô no fluxo Zona Norte-Zona Sul” e até mesmo “cobrar entrada nas praias de Leme, Copacabana, Ipanema, Leblon”.

É isso mesmo. Para a colunista, impedir o acesso da população pobre às áreas mais prestigiadas da cidade é uma maneira eficiente de “reprimir as hordas e hordas de jovens assaltantes e arruaceiros”. “As medidas são antipáticas e discriminatórias, concordo. Mas ou é isso ou será o caos”, finalizou. Aparentemente arrependida de suas declarações, Hildegard retirou o texto do ar após uma saraivada de críticas.

Seguindo a mesma linha, os leitores d’O Globo foram brindados com uma publicação pretensamente irreverente, mas nem por isso menos cruel. Em seu blog, Zona de Desconforto, a jornalista Silvia Pilz descreve o comportamento dos mais pobres em consultórios médicos.

Em tom de deboche, ela afirma que essas pessoas costumam inventar doenças e fazem drama para faltar ao trabalho. “Acho que não conheço nenhuma empregada doméstica que esteja sempre com atacada da ciática [leia-se nervo ciático inflamado]. Ah! Eles também têm colesterol [leia-se colesterol alto] e alegam ‘estar com o sistema nervoso’ quando o médico se atreve a dizer que o problema pode ser emocional”, escreveu.

silvia pilz

Silvia ridiculariza ainda a procura por mais informações na área da saúde, dizendo que, ao assistir a um programa da Rede Globo sobre o assunto, “o caso normalmente é a dúvida de algum pobre”. “Coisas do tipo ‘tenho cisto no ovário e quero saber se posso engravidar’. Porque a grande preocupação do pobre é procriar”, complementa.

A jornalista enfatiza que, com a democratização dos planos de saúde, fazer exames se tornou um programa divertido para os pobres, que se arrumam especialmente para a ocasião, chegam cedo e, admirados com o ar-condicionado e o piso de porcelanato dos laboratórios, aguardam ansiosamente pelo lanche oferecido após os exames.

Não sabemos exatamente em que país vive a blogueira em questão, mas, no Brasil, a relação entre os pobres e o acesso à saúde está longe de ser engraçada. Embora algumas conquistas sejam evidentes, os planos particulares não funcionam às mil maravilhas e ainda são, sim, um privilégio de poucos. A realidade da população de baixa renda ainda é, em boa parte, a fila do hospital público, a superlotação, a falta de médicos e a dificuldade na marcação de consultas.

O país, de fato, está mudando. Mas o que parece não mudar nunca é a ideia de um ‘apartheid’ social que enche os olhos da classe média alta brasileira, incomodada em dividir o mesmo ar que segmentos antes marginalizados. Impossível não lembrar da afirmação de outra polêmica colunista, a socialite Danuza Leão, que há alguns anos escreveu na Folha de S. Paulo que ir à Nova Iorque não tinha mais graça, já que eram grandes as chances de encontrar o seu porteiro por lá.

danuza

Esses são exemplos clássicos de que o que incomoda a elite não é a perda de direitos, mas de privilégios. Em um mundo onde ser ‘VIP’ e obter exclusividades são o ápice do prazer aristocrático, a popularização do acesso a educação, saúde, viagens e bens de consumo deve ser mesmo um horror.

Imagine que absurdo o filho do motorista estudar na mesma faculdade que o seu, ou encontrar a manicure fazendo compras naquela que era a sua loja preferida. Ainda mais ultrajante deve ser ver a empregada jantando filé mignon e dizendo a você que, de uma vez por todas, a escravidão acabou. Haja Lexotan para acalmar os ânimos dessa gente, tão afeita a mandar e desmandar sozinha em seus feudos imaginários. Quanto a isso, só resta uma coisa a ser dita: acostumem-se… A tendência é piorar.

Fonte: Forum


PRESIDENTA, FALE CONOSCO

Por Leila Jinkings

“Ainda vivemos o festival de besteiras que foi cultivado pela ditadura de várias formas:
1- Reprimindo e assassinando as melhores cabeças da sociedade;
2- Censurando e desincentivando a cultura;
3- Criando um mecanismo de controle das mentes via televisão, por meio de uma rede monstruosa, que cobre quase 100% da população;
4- Destruindo as bibliotecas públicas;
5- A edição de livros só agora, nas últimas décadas, voltou a fazer parte da vida dos brasileiros, mesmo assim com preços elitistas, sem o incentivo necessário;
6- Educação pública desmantelada, para favorecer a Educação como comércio .

E por aí vai. Stanislaw Ponte preta jamais poderia imaginar que o festival de besteiras iria assolar o país de forma tão intensa. Ele não iria suportar ver tanta burrice.”

Eu deixei o comentário acima em uma postagem de Sidnei Pires dirigida aos “revoltadinhos” no facebook.

Algo me assombra e desde o segundo turno vem me deixando intrigada: Porque será que a Presidenta não usa a prerrogativa constitucional que tem de falar em rede de rádio e televisão? Incompreensível! É a única forma de falar diretamente ao povo, sem a intermediação nefasta da mídia. manipulacao-massificacao

A televisão é um bem público. É patrimônio inalienável da sociedade e funciona em regime de concessões, que deveriam ser analisadas e renovadas de forma séria, com o controle da sociedade. Mas no Brasil, foi construída uma rede inteira de radiodifusão financiada pelo regime ditatorial implantado em 1964.

A falta da regulação, ditada pela nossa Constituição Cidadã, já derrubou presidentes a satisfazer seus interesses comerciais que resvala, claro, no político. Derrubou João Goulart, quando ele quis atender as Reformas de Base até hoje difíceis de implantar, face aos negócios inescrupulosos que envolvem a mídia e o poder econômico. Goulart mandara um decreto democratizando a comunicação e os concessionários criaram a Abert para derrubá-lo ponto a ponto, em conluio com os parlamentares corruptos e conservadores. Os mesmos que hoje, criminosamente, ferem a Constituição ao terem o controle de rádios e de canais de TV.

Para quem não sabe, a Constituição Cidadã de 1988 fala de forma clara sobre a Comunicação. O poder, que inclui até juízes do supremo, finge ignorar que: as concessões são um bem público e que devem ter a participação da sociedade na sua regulação; que a Constituição proíbe que parlamentares sejam donos ou sócios de qualquer concessão ou seja rádio e Televisão; que é proibida a Propriedade Cruzada e deveria ser limitado o número de repetidoras de uma mesma rede.

Cadeia da produção cultural

A ignorância sobre o assunto é tanta, que muita gente que seria beneficiada com a Democratização vai no canto da sereia, compra todo o discurso que a mídia enfia na nas cabeças e mentes pelo Brasil a fora. Um exemplo claro é o que envolve a questão da propriedade cruzada, quando se proíbe que um grupo seja dono de vários tipos de mídia. É a chamada indústria cultural: se a TV é dona da gravadora, da produtora, do estúdio, da distribuidora, do rádio e da TV, só faz sucesso o que eles permitem seja no Cinema, na Música, no Teatro e onde mais houver interesse. Inibem toda uma cadeia de produção e realização. Um dos muitos textos que foram publicados sobre o assunto é o de João Brant, “Porque limitar a Propriedade Cruzada”, no Observatório de Imprensa.

Os realizadores de Cinema Independente sabem muito bem do que estamos falando. A aprovação da “Lei Jandira Feghali” ou “Lei do Conteúdo”, que regulamenta o artigo 221 da Constituição e estabelece a obrigatoriedade de veiculação de programação regional e independente nas emissoras de TV, é um marco, uma conquista. Trata de produção, difusão e comercialização do audiovisual no Brasil.

Encerro, sugerindo leituras. Há dois livrinhos básicos, bem fininhos, mas de conteúdo cristalino e que poderá ajudar aos interessados entender com mais profundidade e , quem sabe, caminhar para outras leituras mais complexas. O 1º é de um paraibano, o respeitadíssimo professor Bolaño, editado pela Paulus: “Qual a Lógica das Políticas de Comunicação no Brasil?”; o 2º é do Le Monde diplomatique, editado pelo Instituto Paulo Freire: “Caminhos para uma Comunicação Democrática”

Presidenta, por favor, use a Rede de Televisão e Rádio. Fale Conosco, Presidenta.   #faleconoscoPresidenta


Na Revista Rolling Stone, em 2007:
“Donos de TVs e rádios, parlamentares desrespeitam a constituição
Pelo menos 80 parlamentares são donos de concessões públicas de rádio e TV, contrariando a Constituição. Como?” http://rollingstone.uol.com.br/edicao/7/donos-de-tvs-e-radios-parlamentares-desrespeitam-a-constituicao#imagem0

Do Prof Venício Lima:
– Os interesses explicitados http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/os-interesses-explicitados
– Propriedade cruzada: Grande mídia perde mais uma na Justiça
(http://www.cartamaior.com.br/?/Coluna/Propriedade-cruzada-Grande-midia-perde-mais-uma-na-Justica/26802)
– Porque limitar a propriedade cruzada. (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/por_que_limitar_a_propriedade_cruzada)

Mais sobre propriedade cruzada:
– Lobby das gravadoras e propriedade cruzada (http://www.overmundo.com.br/overblog/lobby-das-gravadoras-e-propriedade-cruzada)
– Por que limitar a propriedade cruzada, João Brant. (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/por_que_limitar_a_propriedade_cruzada)

Ver TV:  – programa que discute a televisão com diversos segmentos da sociedade. Imprescindível. Passa na TV Brasil, mas voce pode assistir no site aqui http://tvbrasil.ebc.com.br/vertv

Textos sobre Concessão:
– Donos da Mídia: http://www.donosdamidia.com.br/
– Os Donos da Mídia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Donos_da_M%C3%ADdia
– ENTREVISTA / DANIEL HERZ – Quem são os donos da mídia no Brasil – http://www.observatoriodaimprensa.com.br/cadernos/cid240420021.htm
– FENAJ: “Donos da Mídia”: uma ferramenta poderosa para democratizar a comunicação http://www.fenaj.org.br/materia.php?id=2323
– INTERVOZES: RENOVAÇÃO AUTOMÁTICA: Legislação precária e burocracia transformam concessões em capitanias hereditárias. http://www.intervozes.org.br/arquivos/interrev001crtodnc
– ALARCON, Anderson de Oliveira. A televisão e o instituto da concessão pública. Jus Navigandi, Teresina, ano 10, n. 891, 11 dez. 2005. http://jus.com.br/artigos/7654/a-televisao-e-o-instituto-da-concessao-publica#ixzz3Kw1RRP7M


A mídia promove desastres ao tomar o lugar de oposição.

Hoje, 24 de agosto de 2014, faz 60 anos do tiro no peito que Getúlio Vargas foi levado a dar quando a pressão tornou-se insutentável.

Hoje, o ódio e a perseguição da mídia são dirigidos ao PT, aos movimentos sociais e à Presidenta Dilma. As mentiras, os ataques, as distorções e omissões são iguais, agravadas ainda pela multiplicação do poder dos meios. Não fosse a rede social e os blogs, ninguém saberia dos fatos reais e as mentiras passariam para a história como se verdade fossem.

A nossa – ainda bebê – democracia se apoia na Constituição Cidadã de 1988 que instituiu direitos importantes, muitos ainda por serem respeitados. Ainda se burla coisas gravíssimas como uma das maiores afrontas à Constituição: a propriedade cruzada dos meios, que permite a uma mesma organização ser dona de várias modalidades de mídia. Outra afronta não menos importante é parlamentares poderem ser donos de mídia, essa imoralidade que permite que legislem em causa própria.

O jornalista Janio de Freitas viveu o ódio e a perseguição da mídia à Getúlio e fez a cobertura da tragédia do suicídio. O artigo de hoje, publicado na Folha de São Paulo, é uma competente análise dessa história, que descamba com a permissividade submissa do poder conservador com – sempre – os Estados Unidos. 

Leia sem falta:

Um dia, um país, por Janio de Freitas

No dia 23, o Brasil estava endoidecido de ódio a Getúlio. No dia 24, enlouquecido de saudade

Era um agosto assim, quase todo de dias luminosos, porém mais quentes no Rio. Exausto, mal começava a dormir no início da manhã, quando ouvi a clarinada de um “Repórter Esso” fora de hora. Foi só o tempo de tatear o botão do rádio para ouvir a frase dura e aguda como um punhal: “O presidente Getúlio Vargas cometeu suicídio com um tiro no peito”. Em minutos, era o telefonema de Pompeu de Souza: “Vai para a Redação o mais rápido possível”. Começava o dia mais inesperadamente espantoso de que me lembre: 24, claro que de agosto.24ago1954

Do final da véspera à alta madrugada, Armando Nogueira e eu andáramos, ida e volta, ida e volta, na calçada paralela à fachada do Palácio do Catete, do outro lado da rua alargada naquele trecho. Foi a maneira de observarmos os ocupantes de carros que entravam e saíam do palácio, valendo-nos de que a Polícia do Exército proibira a parada de curiosos, mas permitia a passagem na faixa isolada.

Esse andar incessante se confundia com meus primeiros passos no jornalismo, há pouco registrado como jornalista profissional no “Diário Carioca” e sem pensar em sê-lo de fato. O futuro imaginado ainda combinava asas e motores –para sempre inesquecidos. Já era quase dia quando vimos que o portão do palácio ficou meio aberto, e arriscamos uma arrancada para entrar. Deu certo. Só na sala de estar bem interior vimos, afinal, uma pessoa. Sentado em uma das poltronas avermelhadas, uma perna sobre o braço da poltrona, a testa apoiada em alguns dedos e voltada para o chão. Sozinho.24ago1954-getulio

Ministro da Justiça, o mais moço do ministério, Tancredo Neves nos mostrava muito mais do que nos dizia: a situação continuava muito difícil, a reunião do presidente com os generais não foi conclusiva (eles propunham a licença de Getúlio, que a recusava na certeza de que não o deixariam reassumir), hoje será um dia de muita tensão. Deixamos Tancredo, cansado e triste, um dos poucos a não desertar da lealdade ao presidente.

Minha primeira tarefa, cedo ainda, foi ver o que se passava na Base Aérea do Galeão. Tornara-se a República do Galeão, assim chamada a exacerbação de poder militar adotada por coronéis e majores da FAB, na represália ao atentado a Carlos Lacerda em que morreu um major dos que lhe davam proteção. Desde 6 de agosto, dia seguinte ao atentado, o país passou a viver em torno da exaltação concentrada na República do Galeão, e em crescendo permanente sob a agitação furiosa feita por Lacerda.

Logo acusado do crime por Lacerda, Getúlio ficou indefeso, objeto de um ódio coletivo que se propagava sem limites: monolíticos, a imprensa, a incipiente TV e o rádio, mais do que se aliarem à irracionalidade, foram seus porta-vozes sem considerar as previsíveis consequências para o Estado de Direito. Só a “Última Hora” diferenciava-se, com a desmoralizada voz de causadora inicial da crise, por seu recente e grandioso nascimento sob patrocínio do governo e com dinheiro do Banco do Brasil.

Na caça vingativa à guarda pessoal de Getúlio, dada como autora do atentado, a República do Galeão ensandeceu o país. O getulismo, quase uma religião, evaporou. Os políticos governistas emudeceram ou sumiram. Até os sindicatos do trabalhismo voltaram-se contra o seu criador. Getúlio não tinha saída. Os majores e coronéis que vi chegarem ao Galeão, já sob enorme guarda, ornavam a sua arrogância com os ares de vitória proporcionados pelo suicídio.

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Uma Carta para ler e se emocionar

Prezada Sra Presidente Dilma Rousseff,
Saudações

Eu gostaria de estender meus mais profundos sentimentos de gratidão à Vossa Excelência por a sua postura e seu apoio ao povo palestino em meu país, a Palestina em geral, e na Faixa de Gaza, em particular. Sua postura valiosa, humana e com princípios contra a agressão militar israelense sionista é algo que eu nunca poderei esquecer.

Eu aprecio imensamente o seu discurso muito importante na busca da Libertação da Palestina, e para realizarmos o nosso direito de voltar à nossa pátria, a fim de vivermos livremente como qualquer outro povo na Terra.

Sou Hassan Rabea, um refugiado palestino, um fotógrafo do Campo de Refugiados Khan Younis, na Faixa de Gaza. Recentemente, mais uma vez tornei-me um refugiado, desta feita em seu belo país, o Brasil, onde eu me sinto seguro, protegido e longe da artilharia israelense, de sua Marinha e Força Aérea com incursões de seus aviões F16 e bombardeios que se abatem sobre as nossas casas e sobre quaisquer pessoas vivendo, rezando, comendo, amamentação, cozinhando e até mesmo dormindo em nossas casas, hospitais, mesquitas, escolas e hospitais para pessoas com deficiência.

DOR. Muita dor

DOR. Muita dor

Esses mesmos refugiados, que são bombardeados hoje, eram as mesmas pessoas que se fizeram refugiadas em 1948, quando suas famílias e parentes foram massacrados e privados de suas terras, aldeias e propriedades. Agora estou longe do meu bairro e campo de refugiados em Gaza; Gaza tornou-se um campo de batalha e um laboratório para o armamento avançado e letal Israel.

No entanto, eu ainda posso ouvir os rugidos ferozes da artilharia israelense, bombardeiros, aviões teleguiados e marinha. Posso ouvi-los dentro do meu corpo e do meu próprio pulso. A minha família e parentes ainda estão sofrendo lá; enquanto existir ocupação israelense, o meu povo vai sofrer; quanto a mim aqui, eu seria um mentiroso se eu dissesse que eu não sofro estando longe de minha terra natal. Eu ainda visualizo rostos, gritos, suspiros, sangue, muito sofrimento e desespero, cadáveres, destruição e muitos amigos. É verdade que aqui não há ameaça imediata para a minha vida, mas meu coração dói quando eu me lembro da minha família, vizinhos e pessoas lá.

Eu vivo agora no exílio longe de minha família, amigos e vizinhos. Mais uma vez, eu me tornei um refugiado no seu país, entre o seu povo, por causa da colonização israelense impiedosa e desumana do meu país. Aqui, no Brasil, eu sempre tento manter-me firme e levar a vida com seriedade e responsabilidade, admirando e amando a vida, as pessoas e a liberdade. Um dia eu gostaria de me tornar um cidadão aqui, para viver com segurança e trabalhar com dignidade para sustentar minha família na Palestina.

Nacionalidade brasileira de fato é um sonho para mim, e espero tê-la um dia, para que eu possa ter um papel e uma abordagem mais ativa e positiva na minha profissão e na vida. Espero que o meu amor e respeito ao Brasil possam me fazer ganhar a sua nacionalidade aqui.

Espero que eu possa conhecer vossa Excelência aqui no Brasil, para agradecer pessoalmente o que seu belo país tem feito para o meu povo palestino e para meu país com o seu apoio e posições honrosas que respeito e aprecio de coração. Eu sei que é difícil para a minha carta chegar a sua mesa, e eu espero que ela possa chamar sua atenção e sentimentos. Penso que Vossa Excelência tem muito trabalho a fazer, no entanto, espero que eu possa conhecê-la para agradecer pessoalmente por sua sinceridade, compaixão e posições políticas nobres com o meu povo palestino.

Muito carinho e gratidão
Hasan Rabee, refugiado da Palestina no Brasil.
Nova Lima (MG), 09 de agosto de 2014

fonte: Vermelho


Você se importa?

Dutch Children Protest the Killing of their Palestinian Peers’ Dutch children have taken part of a short movie to protest against the continuing Israeli bombings of Palestinian civilians; children in particular. In a short video by filmmaker Abdelkarim El-Fassi, eight Dutch children tell the story of eight Palestinian children killed by Israel. War, bombs, terror. The video tells exactly where the children were at the time of their death. Some were on Facebook, while others were greeted with violence that no innocent person should be exposed to, while sleeping or while watching a World Cup match. From the year 2000, every three days, a Palestinian child has been killed at the hands of Israeli forces, a appalling and confrontational number. In recent days, during the ground offensive on the ‘open air prison’ GAZA, this average only increased. “I am no longer here, do you care?” is an awareness campaign to bring injustice taking place in Palestine closer to home This is necessary because the disproportionate actions of Israel, which violates many international and human rights, have not been condemned. Is the life of a Palestinian child worth less? The recent Israeli attacks on Gaza have slaughtered more than 160 innocent children, and counting. Such an inhumane policy should cease as soon as possible. Therefore El Fassi start this campaign that brings the innocence of hundreds of now deceased Palestinian children forward. El Fassi had previously made a video denouncing the injustice in Palestine in 2012; the video on Mahmoud Sarsak went viral. Mahmoud Sarsak is a Palestinian footballer who went on hunger strike for more than 200 days because he was arbitrarily arrested and locked up in an Israeli jail without trial. Because of international pressure, he was finally released. Are we going to get that done now? #doyoucare?

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https://www.facebook.com/pages/I-am-no-longer-here-do-you-care/781313671908682?fref=ts


Guerras Sujas Assassinas

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Recomendo fortemente que assista Dirty Wars

http://youtu.be/KMDyiaEY-uQ

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Elite brasileira usa a Copa do Mundo para mostrar seu desconforto em ser brasileira

Publicado originalmente em A Brazilian Operating in This Area:

ellusmatsukawa(First of all, thanks for reading and commenting on my previous post. It is already the most popular of this blog’s short history. I was requested to translate it into Portuguese and at first I refused it. Not only I am working loads, but I wanted to avoid the bigotry that usually comes along with enthusiasts of the two main political parties here. And I wanted to avoid denial by that big chunk of the elite which is disengaged with Brazil. But I was convinced to use some of my time in this because someone else could translate and include words I didn’t write. I want Brazilians who don’t speak English to have an original source. This blog is meant to be a bridge between Brazil and foreigners, almost all posts are and will be in English, but I can make exceptions when I want.)

“Abaixo este Brasil atrasado.” É…

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Qual é a sua fonte de informação?

Trecho do texto de Jorge Furtado, que realizou recentemente “Mercado da Notícia”, com vasta produção audiovisual, entre elas o Ilha das Flores.

Ele faz uma reflexão importante sobre a falta de informação da maioria das pessoas, incluindo artistas que dão declarações a torto e a direito.

Ainda há Jornalistas no Brasil,

por Jorge Furtado, em 15 de maio de 2014.

 

Fico triste ao ver artistas brasileiros, meus colegas, tão mal informados.

Imagino que, com suas agendas cheias, não tenham muito tempo para procurar diferentes fontes para a mesma informação, tempo para ouvir e ler outras versões dos acontecimentos, isso antes de falar sobre eles em entrevistas, amplificando equívocos com leituras rasas e impressionistas das manchetes de telejornais e revistas ou, pior, reproduzindo comentários de colunistas que escrevem suas manchetes em caixa alta, seguidas de ponto de exclamação.

jorgefurtadoFico triste ao ler artistas dizendo que não dá mais para viver no Brasil, como se as coisas estivessem piorando, e muito, para a maioria. Dizer que não dá mais para viver no Brasil logo agora, agora que milhões de pessoas conquistaram alguns direitos mínimos, emprego, casa própria, luz elétrica, acesso às universidades e até, muitas vezes, a um prato de comida, não fica bem na boca de um artista, menos ainda de um artista popular, artista que este mesmo povo ama e admira. Em que as coisas estão piorando? E piorando para quem? Quem disse? Qual a fonte da sua informação?

Fico triste ao ouvir artistas que parecem sentir orgulho em dizer que odeiam política, que julgam as mudanças que aconteceram no Brasil nos últimos 12 anos insignificantes, ou ainda, ruins, acham que o país mudou sim, mas foi para pior. Artistas dizendo que pioramos tanto que não há mais jeito da coisa “voltar ao ‘normal ‘”, como se normal talvez fosse ter os pobres desempregados ou abrindo portas pelo salário mínimo de 60 dólares, pobres longe dos aeroportos, das lojas de automóvel e das universidades, se ”normal” fosse a casa grande e a senzala, ou a ditadura militar. Quando o Brasil foi normal? Quando o Brasil foi melhor? E melhor para quem?

A mim, não enrolam. Desde que eu nasci (1959) o Brasil não foi melhor do que é que hoje. Há quem fale muito bem dos anos 50, antes da inflação explodir com a construção de Brasília, antes que o golpe civil-militar, adiado em 1954 pelo revólver de Getúlio, se desse em 1964 e nos mergulhasse na mais longa ditadura militar das américas. Pode ser, mas nos anos 50 a população era muito menor, muito mais rural e a pobreza era extrema em muitos lugares. Vivia-se bem na zona sul carioca e nos jardins paulistas, gaúchos e mineiros. No sertão, nas favelas, nos cortiços, vivia-se muito mal.

A desigualdade social brasileira continua um escândalo, a violência é um terror diário, 50 mil mortos a tiros por ano, somos campeões mundiais de assassinatos, sendo a maioria de meninos negros das periferias, nossos hospitais e escolas públicos são para lá de carentes, o Brasil nos dá motivos diários de vergonha e tristeza, quem não sabe? Mas, estamos piorando? Tem certeza? Quem lhe disse? Qual sua fonte? E piorando para quem?

blog Casa de Cinema


As manifestações anti-Copa no Brasil e o estado de exceção midiático.

... si el gran reto de cualquier época histórica, para superar el estado de excepción impuesto por el Todo soberano, se inscribe en la invención de otros mundos posibles e imposibles, fuera del Todo soberano, solo superaremos el estado de excepción actual si fuera, de la pauta de las corporaciones mediáticas.

Pessoa, Lacan y el estado de excepción mediático o las manifestaciones anti-Copa en Brasil

por Luís Eustáquio Soares

Imagem

Traducido para Rebelión por Luis Carlos Muñoz Sarmiento

 

1       “Somos todos quienes nos asumimos”, anuncia, en verso, Álvaro de Campos, heterónimo del poeta portugués Fernando Pessoa, en el poema Pecado original, que comienza así: “Ah, ¿quién escribirá la historia de lo que podría haber sido?/ ¿Será esa, si alguien la escribiera/ la verdadera historia de la Humanidad?” Si, parafraseando un verso del poema, somos quienes dejamos de ser, es preciso hacer antes dos preguntas sencillas: ¿por qué estamos condenados a fallar? ¿Qué es fallar?

 

2       A la primera pregunta, sería posible responder literalmente: sí estamos condenados a fallar y lo estamos porque no podemos dilatar nuestras potencias expresivas en sociedades oligárquicas, limitadas por el poder de los soberanos. Estos, en diálogo con Schmitt, de Teología política (1922), pueden ser definidos así: “El soberano y aquél que decide el estado de excepción” (Schmitt, 2009: 15), lo que significa decir que estamos condenados a fallar porque vivimos bajo el signo de sociedades marcadas intrínsecamente por el estado de excepción sobre el conjunto de la Humanidad, incluso sobre los oligarcas o igual sobre el soberano en persona, sea cual sea el rostro que asuma en una época u otra.

 

3       Aunque todos estamos en el interior de los estados de excepción, independientemente de si somos ricos o pobres, blancos o negros, hombres o mujeres, heterosexuales o gays, occidentales u orientales, es necesario dejar claro: el estado de excepción siempre pesa antes de todo en las espaldas de las alteridades de clase, de modo general, en los pobres; de género, las mujeres y las sexualidades no heterosexuales; étnicas, los negros, los marrones, los asiáticos, los latinos; las epistemológicas, las que no siguen el patrón de pensamiento ni el régimen de valores de Occidente y muchas otras más.

 

4       Son, pues, las alteridades las que estamos condenadas a fallar, siendo quienes nos asumamos, nunca lo que somos o podremos ser, hasta la línea del horizonte. No es necesario ejercicio alguno de imaginación para saber el motivo por el cual el estado de excepción, siendo para todos, lo es antes de todo para las alteridades, pues son estas las que sustentan las oligarquías, en la relación inversa de sus diferencias inferiorizadas, razón suficiente para afirmar que el estado de excepción pesa sobre las mujeres, para que puedan garantizar el valor agregado de su sexo para los hombres, así como pesa sobre los negros, los indios, los asiáticos, los marrones, para que éstos y otros tantos se metan en un pozo sin fondo de un valor agregado étnico para los blancos; valiendo igualmente así para los pobres que lo son porque son literalmente robados por los ricos.

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